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quinta-feira, 1 de março de 2012

Doar, um ato de amor e solidariedade.

 E não existe nada mais humano do que o amor ao próximo.
Dois movimentos se fundem no gesto da doação. Um vem das profundezas do coração humano. Outro se alimento da revelação cristã. A compaixão acompanha o surgir da racionalidade e afetividade humana.
Ontem fui pintar meu cabelo e me interessei muitooooo pela matéria da revista Claudia de março:"Esta criança pode ser doadora". Nela tinha uma foto linda de uma criança banguelinha , escorreguei os olhos no texto e fui me surpreendendo com o conteúdo.
A matéria diz que dente de leite, placenta, gordura humana e até sangue menstrual podem salvar vidas. Como?????????? Pois então, me fiz a mesma pergunta e fiquei boba com o que podemos oferecer e nem sabemos.

 Essa reportagem que voces vão ler foi algo aproximado a matéria da revista Claudia (capa Grazi Massafera). É do site da  Gazeta do Sul, edição de 28 de março de 2012.

                                  Uma aposta no amanhã

Nos consultórios médicos, não faltam folhetos de empresas privadas que realizam a coleta e armazenamento das células-tronco. O que falta mesmo é informação precisa sobre os casos em que essas células podem, de fato, resolver um problema de saúde ou salvar uma vida. Hoje, só se pode falar de tratamento nos casos de doenças hematológicas, como certos tipos de anemias, talassemias e leucemias. Sendo que, no caso de doenças genéticas, como as talassemias, ou em determinados tipos de leucemia, não é aconselhável o uso das células da mesma pessoa. Afinal, têm a mesma constituição genética, podendo desencadear a doença futuramente.
As células-tronco têm capacidade de autoreplicação. Ou seja, toda vez que se dividem geram uma cópia idêntica e outra com potencial de diferenciar-se em vários tecidos. Podem ser utilizadas para substituir células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, ou para recuperar tecidos lesionados e doentes. As pesquisas com esse material são a esperança de tratamento, e até cura, para doenças como diabetes, escleroses múltipla e lateral amiotrófica; infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson. Mas ainda são pesquisas, ou seja, promessas que a ciência não sabe quando vai cumprir.
A professora de Genética Humana da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Instituto Nacional de Células-Tronco em Doenças Genéticas, Mayana Zatz, admite que, quando trata desse assunto, acaba jogando um balde de água fria sobre os futuros pais. Segundo ela, hoje, o sangue do cordão umbilical trata apenas doenças hematológicas, cujo maior pesadelo é a leucemia. “Além disso, hoje esse sangue só pode ser usado até que o portador alcance 50 quilos.” Também não se sabe, acrescenta ela, se o sangue armazenado agora terá qualidade nos próximos 30 anos.

OUTRAS FONTES - Mayana assegura que o sangue do cordão umbilical não é a única fonte de células-tronco. Além do tecido do cordão (que é descartado após a coleta do sangue), elas podem ser retiradas da polpa do dente de leite, de tecido adiposo (como a gordura retirada durante uma lipoaspiração) e até do sangue menstrual.
O sangue do cordão umbilical, informa a cientista, é muito rico em células hematopoéticas, importantes para regenerar sangue. Mas há outros tipos de células-tronco, batizadas de mesenquimais, obtidas dessas outras fontes, que são mais versáteis: formam osso, cartilagem, músculo, gordura e têm a vantagem de evitar rejeição no caso de transplantes.
A diretora médica do Serviço de Transfusão e Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário Hemocentro/Unicamp, Ângela Cristina Malheiros Luzo, conta que já viu famílias gerarem filhos para tentar a cura de um outro que é portador de uma doença hereditária. Mas muitos acabam gerando outro filho com a doença. “A chance de compatibilidade entre familiares é de 25%.”
Pediatra e proprietário do Centro de Criogenia do Brasil, Carlos Alexandre Ayoub lembra que as células do cordão umbilical têm a mesma propriedade das células da medula (tiradas do próprio paciente para casos de transplante). A vantagem é que a coleta do cordão é muito mais simples e indolor.
Ayoub aposta na ciência, mas faz um outro alerta aos clientes sobre as contraindicações no momento da coleta do sangue do cordão umbilical: segundo ele, as células não devem ser armazenadas caso a bolsa esteja rompida há mais de 24 horas, ou se a mãe for menor de 18 anos ou maior de 34, ou, ainda, em casos de parto com menos de 32 semanas.
A coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da Cryopraxis, Maria Helena Nicola, explica que o procedimento de coleta é feito por médico ou enfermeiro. O sangue do cordão umbilical e placenta é transferido para uma bolsa, sem nenhum risco à saúde da mãe e do bebê. Depois, esse sangue é processado e as células são selecionadas para preservação.

BANCOS PÚBLICOS - Aos que não podem desembolsar os cerca de R$ 4 mil para a coleta e mais cerca de R$ 500 mensais para que o material seja armazenado em um banco privado, uma alternativa melhor do que desprezar o cordão umbilical (que, literalmente, vai para o lixo) é doá-lo para um banco público. “O problema é que não existem bancos públicos suficientes”, lamenta Mayana Zatz.
Nesses casos, as doações são realizadas em maternidades credenciadas ao programa da Rede BrasilCord. Hoje, os bancos públicos funcionam nas unidades do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro; nos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês; nos hemocentros de Campinas e Ribeirão Preto - no Estado de São Paulo. Há também unidades em Brasília, Florianópolis, Fortaleza, Belém, Porto Alegre, Curitiba, e Belo Horizonte.
Agora, o BrasilCord inicia o processo de instalação de mais quatro unidades: em Manaus, São Luís, Salvador e Campo Grande. “A Rede Pública visa a ter, num futuro próximo, bolsas congeladas em número suficiente para suprir a grande diversidade da população brasileira e, com isso, diminuir o tempo de espera por um doador compatível”, diz Ângela Luzo.


GORDURINHAS
Outra interessada em material descartado é a geneticista Natássia Vieira, pesquisadora de Harvard e da USP que vasculha o tecido adiposo em busca da cura para doenças degenerativas, como a distrofia muscular.

Em meio à gordurinha do abdome e do culote, escondem-se células-tronco com poderosa ação regeneradora.
"Quando explicamos a pesquisa, a maioria das pessoas doa. Infelizmente, ainda tem gente que parece ter apego à célula e que acha que vamos usar o material recolhido para fazer um clone", brinca a pesquisadora.

 Sangue Menstrual 
No Centro de Estudos do Genoma Humano, onde é feito esse trabalho, há muito mais células que interessam aos cientistas.
Em busca de células-tronco mesenquimais, a dupla Marcos Valadares e Mayra Vitor Pelatti tem o difícil trabalho de convencer mulheres a doar seu sangue menstrual.
Os pesquisadores garantem que o processo é simples. "É só usar um coletor menstrual, que é um copinho, por duas ou três horas e depois colocar o sangue em um pote com antibiótico que nós fornecemos. Não é tão diferente de usar um absorvente interno", diz Pelatti.


 Achei super interessante e o próximo dentinho do Lorenzo ja sei o que fazer!!!!
 E voces , gostaram da matéria?
 Beijaooooooooooooo

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